SeparadorMental

Fevereiro 6, 2012

Filed under: Uncategorized — aNa @ 1:29 pm

Outubro 15, 2010

XII

Filed under: Uncategorized — aNa @ 8:28 pm

a seguir o coração, procurando pôr de parte todo o sentimento negativo, porque é assim que eu sei ser mais feliz.

Setembro 13, 2010

XI

Filed under: Uncategorized — aNa @ 11:54 pm

saudades imensas…

Dezembro 5, 2008

X

Filed under: assim — aNa @ 12:59 am

ter uma relação estável, apaixonada e apaixonante não é coisa fácil de se conseguir. pelo que tenho ouvido nos últimos tempos (anos), quase me atrevo a dizer que é mais fácil manter a relação, do que começá-la. e não ignoro sequer a dificuldade em sobreviver à rotina.
mas, manter uma relação, é sinal de que ela já existe. basta que haja vontade mútua, atenção, respeito, carinho e a coisa leva-se. o que me tem chegado aos ouvidos é que a dificuldade está em iniciá-la. parece-me, por aquilo que converso com algumas amigas e conhecidas, que homens ou mulheres, é indiferente o género, que estejam disponíveis é coisa rara por aí. ou melhor, que se disponibilizem. sim, que para encontrar alguém tem de existir da nossa parte uma atitude activa e disponível. mas, pelos vistos, não chega. porque é preciso que alguém do outro lado tenha a mesma atitude e, muito importante, repare em nós. coisa complicada de acontecer!
neste momento, pelo menos para mim, parece-me complicado. e, no entanto, nunca tive esse problema anteriormente. mas, agora, que vivo a relação perfeita, acho que se tivesse que percorrer esse tipo de caminho não iria ser nada fácil.
esta tomada de consciência não ajuda as pessoas, que conheço, a encontrar alguém; mas faz-me reforçar a ideia de que, diariamente, tenho de alimentar e cuidar do grande amor que vivo. é a única maneira de não correr riscos.

Novembro 19, 2008

IX

Filed under: assim — aNa @ 11:36 pm

a quantidade de pessoas que vamos deixando para trás

tenho-me lembrado de ti algumas vezes, ultimamente. melhor dizendo, nos dois últimos dias. não será muito, mas é mais do que me lembrei nos quatro últimos anos.
que será feito de ti? ainda terás aquela voz quase apagada, aquele olhar perdido, às vezes, tão perdido que até doía só de se cruzar com ele.
ainda contarás aquelas tretas todas, só para te desviares do conflito que pairava sempre dentro da tua cabeça?
gostava de ter rever, só para saber que estás bem.
será que ainda continuas magra, demasiadamente magra?
que coisa… já nem me lembro de quando é que foi a última vez que nos vimos, porque diabo me fui lembrar de ti?

será que estás bem?

Outubro 2, 2008

VIII

Filed under: assim — aNa @ 2:25 pm

a casa, para os caranguejos, é uma coisa muito importante. mais propriamente o lar.
sempre senti isso, embora na prática não o fizesse. quer dizer, gostava da minha casa, mas não cuidava muito dela – era um espaço desarrumado, decuidado, embora me desse conforto físico e emocional. mas não era um espaço de partilha.
há pouco, aqui numas congeminações, descobri o que é, efectivamente, a casa para mim.
é mais do que um espaço físico, recheado de objectos de que gosto, e onde posso descansar ao final os dias, e receber as amigas e a família.
a casa é aquele espaço delimitado pelos afectos – os meus e os que me têm. essa sim, é a minha verdadeira casa. não importa onde se situe, esteja longe, esteja perto.
a minha casa é o universo dos meus afectos!

Setembro 16, 2008

VII

Filed under: assim — aNa @ 2:00 pm

pedi por ti em El Rocío. [quando pedimos, para nós ou para outros, somos sempre egoistas, porque inconscientemente queremos modelar o destino da forma que achamos mais conveniente – aquela que não nos traga desgostos].
eu não sou de pedir. acho que tenho algum pudor em assumir que existe algo mais acima que me pode ajudar. maior pudor ainda em assumir que o fiz. mas pedi. e não pedi só porque foste tu que me ensinaste aquele caminho. mas, também, porque foste tu que mo ensinaste. e, hoje, à distância de tantos anos, e com a ponderação que a idade me traz, penso que nada terá sido por acaso.
como não terá sido por acaso que, não tendo o nosso relacionamento sido muito íntimo, o que é facto é que nunca deixámos que a corda fugisse. sabes, sempre senti que havia qualquer coisa que poderia ser mais profunda, e que eu temia em aprofundá-la. tinha receio de ti e do teu juízo, eu que sei como ninguém o quão avessa a julgamentos tu és! e, no entanto, sabia que me conhecias melhor que a maior parte das pessoas. e sentia, sempre, no abraço que te dava o conforto de chegar a um porto seguro.
e pedi por ti, sim. luz. pedi luz para o teu caminho. com a humildade de quem sabe que para se pedir tem que se retribuir, pedi. e com o egoismo de quem quer ter sempre pessoas grandes perto de si, admito.

Setembro 12, 2008

VI

Filed under: assim — aNa @ 1:43 pm

Todos os dias me confronto com os meus defeitos. Causam-me algum incómodo, quando os deixo sobressair em momentos menos próprios e dirigidos a terceiros. Porque me expõem e eu detesto dar o flanco.

Agosto 6, 2008

V

Filed under: assim — aNa @ 2:51 pm

Doce como um figo acabado de apanhar, mas que nos pode rebentar a boca

O maior problema da manipulação é quando ela nos surge vestida de coisa doce e carinhosa. Estamos habituados a reagir a quem é agressivo e prepotente, porque lhe reconhecemos de imediato o pulsar.
Mas quando alguém que amamos, que respeitamos e em quem confiamos, começa lentamente a exibir exigências que não fazia de todo inicialmente, ficamos baralhados e, não raramente, cedemos.
Cedemos hoje aqui, porque é uma coisa pequena, de facto até nem tem muita importância para nós – tentamos assim convencer-nos – e uma cedência pontual digere-se muito melhor do que uma questiúncula amorosa. Acreditamos, até, que no amor todos temos de ceder, o que não deixa de ser verdade. O que fica em causa é se nos faria sentido, antes, que nos dissessem que tais coisas poderiam acontecer. Que não, claro que não, que eu jamais toleraria tal coisa! respondemos imediata e convictamente.
E enquanto estamos na fase de “isto vai passar”, o tempo não pára. E muitas vezes, aquilo que parece ser uma ciumite facilmente controlável, e com alguma graça, até, torna-se numa coisa neurótica e insustentável. Porque todos sabemos como é o ser humano, dá-se-lhe a mão quer tomar o braço, e isso vale para as coisas más, como para as boas. Queremos sempre mais.
E se não evitamos fazer certas coisas que desagradam a quem está connosco, pelo menos não as confessamos. E é um instante enquanto temos uma data de coisas engasgadas, deixa-me cá pensar se posso dizer isto, é melhor não para não dar chatice, mas que raio, isto não tem mal nenhum.
E chega ao dia em que sai tudo cá para fora, de forma completamente desordenada, nada assertiva, aos berros e, talvez, até com insultos à mistura.
Isso, ou arranjamos um/uma amante – na esperança que não nos faça o mesmo.

Agosto 5, 2008

IV

Filed under: assim — aNa @ 2:43 pm

Os anjos também são gulosos

Maio já estava em todo o seu esplendor, com o tempo a manter-se quente e as flores dos jacarandás a invadirem as calçadas dos passeios.
Havia, assim, um clima propício ao romance. Olhou para o saco das tarefas e descobriu que lhe restavam somente dois papéis. Cada um com um nome diferente manuscrito, de tamanho e textura iguais. Teria de os lançar e deixá-los fazer o seu caminho até à pessoa certa. Decidiu sobrevoar um pouco a cidade, à procura dum sítio que sentisse ser o certo para o fazer. Abandonou-se ao sabor da brisa e da zona da baixa foi voando até aos limites da cidade.
Aí, pegou nos papéis, alisou-os delicadamente e soltou-os ao vento e à sorte do seu destino.
Ainda ficou um tempo a vê-los planar por cima das ruas de trânsito caótico, separando-se ao fim de uns segundos e tomando direcções diferentes.
Com a missão cumprida, decidiu que merecia um gelado!
E partiu em direcção à Antárctida.

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